2017 AKA o ano em que me rendi à Jane Austen (pelo menos no cinema)
(holy mother of God!)
Quando eu pego ranço de algo, pego mesmo. Minha teimosia quanto a certas coisas são meio que lendárias. Um desses ranços que venho tentado, sem sucesso, já devo adiantar, é com a literatura de Jane Austen.
(mas você ainda lê romances de banca, menina, como assim você não louva a rainha maior, que mais tarde daria origem as porcarias editadas em papel vagabundo de jornal que você tanto ama?)
Eu tentei, juro que tentei... Emma, Razão e Sensibilidade, Orgulho e preconceito... a todos esses livros tentei dar uma chance, mas não tinha saco para a lenga-lenga eterna, e abandonei-os todos logo no primeiro capítulo. Parecia sempre um infinito de saias fazendo swish-swish, e aparelhos de chá, e coisinhas frívolas, argh! No entanto, acho que isso vai mudar muito em breve, já que o primeiro passo foi dado: assisti três adaptações de livros de Austen, e eles entraram direto para a galeria de amor em meu core. Senta que lá vem história...
Num desses finais de semana repletos de procrastinação, resolvi começar pelo mais fácil para mim: um antigão. Isso, pensei, um filme direto da Old Hollywood, me faria começar a gostar da escritora que passei a faculdade toda tentando evitar, e que me fazia ter vergonha de dizer que não a apreciava. Fui então caçar o torrent de Pride and Prejudice, de 1940. Não me decepcionei. Quem diria que eu ficaria tão caidinha para o Laurence Olivier, depois de passar tantos anos esnobando-o? It's the Mr. Darcy Power.
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| Você diria não para esse homem? Elizabeth Bennet não concorda. |
A Elizabeth Bennet de Greer Garson, atriz que eu já havia aprendido amar e admirar, também não decepcionou como a heroína. Amei cada segundo, apesar de ter lido em comentários no Filmow que essa adaptação viajou legal em relação ao livro. Como filme, para mim que nunca li a história original, funcionou bem. Fiquei apaixonada pela história de como o almofadinha Mr. Darcy é obrigado a se dobrar diante de seus sentimentos por Miss Bennet. E de como a mesma é uma personagem feminina forte. Impossível não amá-los.
Em seguida, aliviada de tudo ter saído bem, resolvi me aventurar a buscar alguma outra adaptação da escritora inglesa no Netflix. Antes de encarar outra versão de Pride, resolvi dar uma chance para outro filme que sempre me intrigou, pelo quarteto de atores principais: Emma Thompson (amém!), Kate Winslet (pré-Titanic), Alan Rickman (dear lord, a voz!) e Hugh Grant (interpretando a si mesmo, as usual, mas não menos charmoso), e pela direção de Ang Lee. Sim, meu próximo passo foi Razão e sensibilidade, de 1995.
Mais uma vez, fiquei encantada pela forma como os sentimentos são construídos nas histórias de Jane - somos íntimas agora - e a riqueza dos personagens. Protagonistas femininas incríveis, personagens masculinos coadjuvantes, porém interessantes... eu estava em casa! Essa mulher sabia o que estava fazendo. Me encantei pela história das duas irmãs que representam as lutas entre razão e emoção que habitam o nosso ser. Bingo! Pude encontrar identificação com a personagem de Emma Thopson, a irmã racional, mas não posso dizer que já não tenha sido a da Kate Winslet por tempo demais... Deu vontade de tentar o livro novamente.
Beleza! Estava pronta então para encarar a adaptação mais popularzinha de Pride. Aquela da Keira Knightley.
Pronto! Eu tava rendida. Amei cada segundo do filme, e assim que terminei a vontade era, sinceramente, rever em seguida.
Daí a de fato comprar Orgulho e preconceito e começar a lê-lo foi um passo. Resolvi ler em inglês pra ver se, de repente, eu consigo superar o já mencionado ranço.
Já que o amor pela história de Lizzie e Mr. Darcy existe, tenho certeza que vai ser tranquilo.
Aguardemos os próximos capítulos...




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